Por INVERTA.COM Órgão Central do Partido Comunista Marxista-Leninista (Br)
Os sistemas computacionais podem ser basicamente divididos em duas partes: a parte física, conhecida como hardware (do inglês hard: duro) e a parte dos programas conhecida como software (do inglês soft: suave).
Quando foram criados os computadores, a primeira forma de alterar o controle do processamento de informações dos mesmos era através da mudança na ligação entre os hardwares (trocavam-se cabos de lugar). Porém com a evolução dos computadores surgiu o conceito de que os programas poderiam estar armazenados na memória do computador.
Os primeiros programas de computador nasceram no âmbito de pesquisas nas universidades. Esses primeiros programas eram livres, ou seja, não eram patenteados ou possuídos por nenhuma empresa.
Porém, quando a burguesia percebeu o potencial da nova indústria que se formava ela tratou de intervir com peso para garantir que os programas se tornassem uma mercadoria. Foram aplicadas diversas patentes e nasceu a indústria capitalista dos programas de computador.
Neste processo os usuários dos programas perderam a liberdade de rodar, distribuir, estudar, modificar e melhorar livremente o código dos programas.
Surge então o movimento do software livre, que proclama a retomada das quatro liberdades para o usuário de programas de computador:
A liberdade de rodar o programa para qualquer propósito;
A liberdade de estudar como funciona o programa e adaptá-lo para suas necessidades;
A liberdade de redistribuir cópias de forma que você possa ajudar seu vizinho;
A liberdade de melhorar o programa e de publicar suas melhorias para o público de forma que toda a comunidade se beneficie.
Os defensores do software livre afirmam que o conhecimento não pode ser propriedade de ninguém. A humanidade sempre se beneficiou do modelo colaborativo de troca de conhecimentos, base de todo o progresso científico.
As idéias não podem ser tratadas como mercadorias simplesmente. O custo marginal de se reproduzir um software é praticamente nulo. O trabalho esta principalmente concentrado no esforço da elaboração do programa (fruto de pesquisa científica), já que a reprodução do mesmo como mercadorias tangíveis é um processo de custo quase nulo (o custo de copiar um código).
Um exemplo de como a lógica da mercadoria não deve valer para idéias:
Duas pessoas famintas se encontram no deserto e uma delas tem um pão. Caso ela aceite dividir o pão com a outra pessoa, o resultado final será que a ela sobrará apenas meio pão. Isso porque a mercadoria pão tem que ser consumida para que ela realize sua utilidade (valor de uso), que é matar a fome.
Já com as idéias é diferente, se duas pessoas, cada uma com uma informação sobre o caminho se encontram no deserto e resolvem trocar suas idéias, no final nenhuma deixou de possuir uma idéia, ou seja, ninguém perdeu nada. A troca de idéias, diferente da troca de mercadorias é cumulativa, ou seja, o possuidor de uma idéia não precisa se desfazer da mesma na troca. Ou seja, na produção de idéias colaborar é melhor que competir.
Para combater essa liberdade, os grandes monopólios, através do poder que acumulam na sociedade, tentam de uma forma agressiva regular a produção e distribuição de idéias para mercantilizar esse processo. Através de patentes controlam a distribuição de programas para que a escassez os ajude a estabelecer um preço, mais ou menos como um monopólio o faria na produção. Eles tratam de desqualificar a comunidade do software livre com taxativos como piratas e ladrões.





socialismo é a luta contra a opressão do homem pelo homem.
Software livre na pratica e um instrumento capitalista disfarçado de socialista, pois as megacorporacoes são as maiores beneficiadas.
Certas empresas vendem equipamentos que acompanham softwares livres (feitos por um monte de nerds anti-sociais, solitários, reclusos, corcundas e obesos e por acadêmicos que são bem pagos pelas universidades) para assim conseguirem uma margem de lucro maior encima da sua atividade-fim.
Isso não e nada tão grave, mas esta longe de ser socialismo. Na verdade é, como dito no jargão popular, pura malandragem!!!
No Paraná o Requião sancionou uma lei que obriga o uso do software livre pelos órgãos de governo e empresas estatais… Agora sobrou mais dinheiro para dividir entre ele e todos os seus amiguinhos (que se preocupam muito com o povo e que não são parentes dele, e claro).
Conheço uma empresa que e grande defensora do software livre. Como o software livre e usado lá… Impressionante como e lindo… Economiza-se com um monte de licença… que legal… Por outro lado nunca vi essa empresa produzir software livre… acho que é por isto que esta tendo lucro com a adoção de software livre.
Pergunta: Como ganhar dinheiro com software livre?
Resposta: Montando um restaurante que usa software livre no controle de estoque, ou um mercado que usa software livre nos caixas, para economizar com licenças. Só não vá criar software livre!!! Para isto existem as pessoas que não gostam muito de dinheiro.
A licença GPL é tão retardada!! Quem usa software com este tipo de licença não é obrigado a propagandear isso de forma relevante!!! No caso do supermercado os ovos não são gratuitos caso o software do caixa seja livre!!! Quem saiu ganhando???
Por isso mesmo usarei software livre no meu futuro comércio… Ooo coisa boa que é o software livre!!!
Somente uma classe tão desunida e com a auto-estima tão baixa como a dos profissionais de informática (me dirijo principalmente aos que estudam 4 ou mais anos numa faculdade foda pra caralho para concorrerem com um bando de leitores de tutoriais num mercado onde e possivel contar nos dedos os softwares de real qualidade) para serem coniventes com o uso desordenado do software livre e com a não regulamentação da profissão de informática. É simplesmente lamentável…
E outra, tem muito falso moralista na area de software livre… Eu mesmo fui a um evento de software livre (latinoware) e praticamente so vi politicos ou representantes de empresas publicas falando… So foram apresentadas duas empresas que mostravam como ganhar dinheiro com software livre… elas apenas utilizavam, mas nao criavam software livre, e claro… hehehehhehehehehehhehehehehehehhehehehehehhehehe
Por que paga-se tao caro (R$ 150,00 em média) para uma consulta ao medico que dura apenas 30 min e por que este tipo de profissional e tao respeitado? Porque o sujeito estudou 10 anos para estar ali na sua frente te atendendo e porque existe regulamentacao que ampara a categoria.
Porque os honorários do advogado são tão caros? Idem.
Porque um programador altamente qualificado ganha salarios incompativeis com o investimento em formacao (tempo e dinheiro) e com a relevancia da sua profissao no mundo atual? Porque sao um bando de profissionais desunidos que prostituem a profissao ao nao defender objetivamente a regulamentacao da mesma e ao liberarem implementacoes de solucoes maravilhosas gratuitamente à comunidade (composta inclusive por supermercados, restaurantes, megaprodutoras de equipamentos e requiões) que será muito beneficiada com tal atitude altruista.
Sem entrar no mérito de que o socialismo só produziu miséria, fome e genocídio até hoje, a comparação de “software” com “idéia” é bem ridícula. Idéia, o conhecimento do caminho, que seja, é algo que se sabe, se soube gratuitamente, aprendeu-se sozinho. Já um software é fruto de muito trabalho. É um produto sim e assim deve ser encarado. Deve remunerar quem trabalhou nele e, por isso, deve ser pago. O fato de se poder fazer cópias sem custo não altera em nada esses fatos. Quem quer software livre, quer ter vantagens sem pagar por isso. Uso o OpenOffice por achar um bom software e sou grato àqueles programadores “que não gostam de dinheiro” por isso. Quando eles decidirem cobrar, vou avaliar se pago ou não, se desinstalo ou não. Por isso, vamos parar com essa mentalidade do “só tenho direitos e não deveres”. Vamos parar de achar que temos que ter tudo de mão beijada, tipo bolsa isso, bolsa aquilo. Fala com o Lula e peça o Bolsa-Software.