Participei hoje do seminario tecnico powerlogic em Brasília. A princípio a idéia é boa. O Paulo Alvim conduziu com maestria o evento. Muito bom.
Fiquei com uma dúvida. A PowerLogic alardea que suas soluções são open source e utiliza de vários softwares open source (mais de 40 segundo o Sr. Alvim), mas então como pode cobrar pela solução?
3. Trabalhos Derivados
* A licença deve permitir modificações e trabalhos derivados, e deve permitir que eles sejam distribuídos sobre os mesmos termos da licença original.
Ao final do evento questionei o Sr. Marcelo Guedes, consultor da Avanti parceiro da PowerLogic em Brasília onde eu poderia baixas os fontes dos produtos PowerLogic jALM, já que é um produto open source. Ele me disse que muitos confundem open source com software livre e que somente têm acesso ao código fonte quem compra a solução.
Eles podem vender algo que não os pertence? Talvez quem está errado é a redhat (parceira estratégica da PowerLogic) que se orgulha de produzir código open source e cobra e ganha muito dinheiro (cobra o suporte e a manutenção) sem vender algo que não pode ser vendido.
No Brasil quem vende software que não o pertecence como deve ser chamado?
Estou errado? Então alguém me explique por favor.
PS: Como exemplo aqui está a licensa do Proojeto Jakarta, do Apache Software Foundation (ASF). A Power Logic em sua página inicial diz: “ Este portal é inteiramente desenvolvido com o produto eCompany e liberado em tecnologias Open-Source Java EE, incorporando frameworks do projeto Jakarta e do portal SourceForge.”
Leiam em especial





Meu caro,
A Powerlogic não vende os softwares que ela reusa, mas a camada de integração que ela desenvolve com seu próprio investimento! É simples deste jeito…
Temos uma licença ‘gerenciada’ em modelo Open-Source 2.0 (como as comerciais da Red Hat, Alfresco ou Actuate) chamada Powerlogic Open-Source Licence (POSLv2) que é utilizada na maior parte dos produtos. O cliente tem acesso a todos os fontes da Powerlogic para alterar, debugar, repassar…
Nao temos todos os produtos ainda com dual licences (licença alternativa da FSF, por exemplo), porque eles sao produtos bastante complexos e de difícil compreensao ainda, sem uma consultoria corporativa.
Mas o jCompany já foi liberado em GPLv3 em http://jcompany.sourceforge.net/ e vamos com o tempo preparar todos para terem dual licences, mesmo porque nosso nicho de mercado não concorre com a comunidade open-source (grandes corporacoes pagam para repassar responsabilidades e terem garantias de integridade redobradas nos produtos).
Obrigado pelo interesse.
Abraços,
Alvim.
Entendo que se, dentre os softwares livres que a PL utiliza no pacote, houver um que seja GPL, então o conjunto todo dos códigos (o pacote) deve ser disponibilizado em um repositório de livre acesso. Caso contrário há uma quebra da licença GPL utilizada.